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1 de dezembro de 2015

São Sebastião sofre com problemas de mobilidade e sinalização


Quem conhece ou já passou pela cidade de São Sebastião sabe o quanto o trânsito é confuso, e a ausência de sinaleiros e sinalizações de trânsito em alguns pontos, juntamente com as ruas estreitas, incomodam e dificultam a vida de motoristas e pedestres. Os trechos que mais incomodam a população são o balão do Morro da Cruz, Rua Gameleira, e os cruzamentos dentro dos bairros residenciais.

São Sebastião é considerada uma Região Administrativa há 21 anos, e os problemas reclamados que envolvem as questões de mobilidade e trânsito tem se refletido em números. Segundo dados levantados pelo DER (Departamento de Estadas e Rodovias) em parceria com o Detran (Departamento de Trânsito do Distrito Federal), São Sebastião teve 43 pessoas mortas em acidentes de trânsito de 2006 até hoje. O relatório envolveu as 10 principais vias da cidade, e a Av. São Sebastião foi a rua com mais acidentes, com um total de 16 mortes.

Segundo informações da administração, existem obras em andamento, obras concluídas e alguns futuros projetos para melhorar ou ao menos amenizar esses problemas. A obra já concluída se refere a ampliação do balão da Esaf, que contempla os moradores não só de São Sebastião, mas também dos Jardins Mangueiral, Lago Sul e Jardim Botânico.

Valdemiro Ferreira, 42, é motorista de ônibus da Viação Pioneira há 7 anos e comemora a conclusão da obra. “ O acesso à nossa cidade ficou bem mais rápido, e o trânsito nos horários de pico deu uma aliviada, apesar de não ter resolvido”, concluiu Ferreira.

Já a duplicação da via DF-463, que está em andamento, é uma obra que beneficia diretamente a população da cidade. De acordo com Keves Diogo, que é chefe de gabinete da administração de São Sebastião. “A duplicação da DF-463 vai beneficiar diretamente 55 mil pessoas da nossa região. Essa obra terá como benefícios uma maior fluidez, maior velocidade média do trânsito, e diminuição no número de acidentes”, destacou Diogo.

A estimativa do chefe de gabinete é que a obra de duplicação da rodovia DF-463 vai custar R$ 6,5 milhões, e que será concluída até outubro. O departamento responsável pela obra é o DER, que contratou a empresa JM Engenharia para a realização das obras. O local também já recebeu uma área de escape. Essa medida é uma alternativa para rota de fuga para acidentes com veículos pesados que perdem o freio ou o controle, situação que já ocorreu na via diversas vezes.

Na administração da cidade, a pauta em prioridade é evitar acidentes. Pensando nisso, a descida da via DF-463 também recebeu pardais para ajudar a controlar a velocidade, e placas foram colocadas ao longo do caminho orientando e alertando os motoristas do risco em potencial.

Projetos que podem sair do papel
Sobre as sinalizações e sinaleiros de trânsito da cidade, Keves Diogo diz que já existem projetos em andamento e que resolver esse problema é umas das prioridades da atual gestão. “ A administração realizou um estudo detalhado dos pontos da cidade que necessitam de semáforos, de quais placas precisam ser revitalizadas, e quais os locais que precisam de novas sinalizações”, concluiu o chefe de gabinete.

Esse estudo detalhado da administração apontou para os mesmos problemas e locais a receberem as melhorias. Sinal de que o levantamento foi realmente feito. O estudo aponta necessidade de melhoria de sinalização no balão do bairro Morro da Cruz, sinaleiro na entrada da cidade, um na Rua da Gameleira e outro na Praça Labodeguita. Os locais de novas placas, faixas, estacionamentos, calçamentos e quebra-molas, bem como a pintura dos mesmos, já foram checados pela equipe que organizou o estudo.

Mas Diogo alega ter algumas dificuldades com o andamento desse projeto. “Já entregamos o levantamento junto ao Detran, mas eles alegam não ter recursos no momento, e que não existe nenhuma empresa contratada no momento para realizar esse tipo de manutenção”. Segundo Keves Diogo, esses projetos também dependem da regulamentação do registro cartorial da cidade que ainda não saiu.

A assessoria do Detran-DF admitiu que, atualmente, não existe nenhuma empresa contratada para esse tipo de serviço, e que estão em processo de licitação. Porém, alegam não ter recebido qualquer relatório de estudos da administração de São Sebastião, e se mostram disponíveis para realizar a verificação dessas necessidades da cidade quando solicitado.

O povo fala:
A comerciante Mariza Rocha, 50, está com sua banquinha na Rua Gameleira há 10 anos e diz que já viu de tudo. “ É carro, moto, gente, bicicleta, ônibus e caminhão dividindo o mesmo o espaço das ruas estreitas da cidade. Já vi todo tipo de acidente aqui, fico sempre atenta porque o medo sempre existe”, comentou Rocha.

Nilza Souza é moradora local há 22 anos, e mostra indignação com alguns aspectos da cidade e cobra da administração. “Cadê as faixas? E as que tem estão apagadas. Sem falar na falta de calçada para os pedestres e de estacionamento nas áreas comerciais”, reclamou Souza.

Lucas Nunes, 25, é vigilante e sempre morou em São Sebastião. Ele dirige carro e moto e em ambos veículos, ele não se sente seguro para dirigir pela cidade. “A ausência de sinalização e os quebra-molas apagados dificultam a vida dos motoristas. Eu prefiro a moto porque tem horas que dirigir aqui é um tormento. Com as ruas cheias de buracos, e os balões e rotatórias confusos eu fico mais vulnerável”, ponderou Nunes.

A administração enfatiza que para o segundo semestre, o que está garantido mesmo são ações que visam organizar a cidade, como o recapeamento das principais avenidas da cidade com a operação chamada “Tapa buraco”, a limpeza de bueiros, pintura de meio fio e retirada de entulho.


Duplicação da DF-463 em andamento.

Redutores de velocidade na Avenida São Sebastião amenizam a situação.

 Fonte: IESB

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14 de julho de 2015

Empresa global busca parcerias locais para desenvolver regiões do DF .



Engana-se quem pensa que Brasília não tem mais para onde crescer. Apesar de não poder progredir verticalmente na área central por causa do tombamento, as regiões próximas demonstram potencial de desenvolvimento econômico e social.

Para esse potencial prosperar, as empresas locais Gomes Figueiredo Arquitetura Urbanismo e Consultoria e Compensar Participações se uniram à global VOA Arquitetura e Desenvolvimento Urbano (empresa americana de design arquitetônico mundial). A ideia é construir um complexo com hospitais, escolas, shopping, prédios, casas, hotéis e comércio na região da DF-140, próximo ao Jardim Botânico, condomínios do Lago Sul, São Sebastião e Jardins Mangueiral. 

Início em 2012
O projeto, que começa a ganhar contornos mais palpáveis, teve início em 2012, em reuniões de arquitetos e empresários em Orlando, sede da VOA. O local na DF- 140 para projetos de desenvolvimento econômico foi aprovado pelo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), que prevê a destinação da área, que não é mais de classificação rural, para abrigar o novo polo de desenvolvimento, desinchando a parte sul da cidade (mais para o lado do Gama e Taguatinga, Ceilândia e Samambaia). 

Benfeitorias
Grande parte da região de mais de 2 milhões de metros quadrados é de proprietários particulares, que, se tiverem interesse, poderão entrar como investidores nos novos empreendimentos locais. 
“É um negócio bom para todo mundo”, explica o vice-presidente da VOA para a América Latina, o engenheiro civil Miguel Kaled. Ele afirma que a intenção é que as ações gerem mais circulação de dinheiro para a região, com benfeitorias para quem vive nas proximidades, que carece de opções de lazer e entretenimento, além de serviços de qualidade.

Complexo prevê união dos esforços
O complexo vai comportar cerca de 900 mil pessoas. A projeção leva em conta o crescimento ao longo dos próximos 20 ou 30 anos. “Vamos prestigiar o proprietário da terra e o empresário local, além de incluir empresas internacionais, com soluções simples e eficientes para problemas profundos, com todo o conhecimento na área de design e expertise no ramo”, explica Alessandro Machado, da Compensar.
A previsão do grupo é que as obras comecem nos próximos três anos. “Eles estão vindo com a ideia, o design e a experiência, e nós vamos trazer o parceiro local dono da terra para implantar os empreendimentos”, destaca Karla Figueiredo, da Gomes Figueiredo Arquitetura e Urbanismo.

Deslocamentos
“Desenvolvimento urbano quer dizer novas moradias. E, antes dessas moradias, emprego. E escolas, supermercados, lojas, hospitais, divertimento. Ou seja, criar outro núcleo, fora do Plano Piloto, que é tombado e não permite crescimento vertical, como ocorre em outros lugares”, explica Miguel Kaled. As características locais, como a alta renda per capita, permitem, por exemplo, esses deslocamentos, segundo o especialista.

A atual crise econômica brasileira não assusta o grupo. “Nesses momentos, você se esforça mais para chegar a um resultado melhor. Tudo que é imobiliário demora. Então, você tem que pensar para frente”, complementa Kaled. Ele destaca que Brasília é alvo de estudos científicos nos Estados Unidos por suas características peculiares de urbanismo e sociedade.

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26 de abril de 2011

Morro Azul, em São Sebastião, é o retrato do descaso e do abandono

Na pequena comunidade localizada na entrada da cidade, os moradores reclamam da sujeira, do mato alto e do descaso, principalmente com os espaços destinados ao lazer da criançada.

Sem um lugar adequado para jogar bola,
as crianças brincam em um espaço improvisado no Morro Azul

O descaso no Morro Azul, uma localidade na entrada de São Sebastião, está diante dos olhos de todos que passam por lá. O campo de futebol, feito por administrações anteriores, fica vazio porque está abandonado e não tem nem sequer traves do gol. O mato cresceu em volta e moradores contam que os órgãos do GDF não podam as plantas desde 2009. A poucos metros, uma área pública virou depósito de entulho. No mesmo lugar, o esgoto transbordou e deixou marcas de sujeira no chão. O campinho improvisado, onde as crianças brincam, recebe o cuidado dos pequenos moradores, com 11 e 12 anos. São eles que semanalmente passam o rastelo e a enxada para manter o local limpo.

De acordo com a administração da cidade, todos os problemas foram avaliados na semana passada. Alguns projetos estão em fase de elaboração, embora não tenham data prevista para início ou término. Enquanto isso, quem vive na região se habitua a ver as roupas dos vizinhos penduradas nos arames farpados, no meio da rua. A ideia foi dos moradores das casas de esquina. Não há fiscalização na área para lher mostrar que a atitude é irregular.

O professor Getúlio Francisco, 25 anos, vive na Quadra 11, em frente ao terreno do entulho, das roupas penduradas e do campinho improvisado. Ele reclama da falta de cuidado do governo e assegura que, se há alguma coisa sendo feita no Morro Azul, o mérito é da comunidade. “Ninguém toma conhecimento de nada. A nascente que tem aqui perto é preservada por uma moradora. É ela quem compra as flores e pediu as placas da administração para não jogarem lixo na água”, conta.

Ele também se preocupa com a segurança dos meninos que brincam todos os dias na terra. “O campinho de futebol está cheio de caco de vidro, os garotos vivem se machucando ao cair nessa terra.” As próprias crianças dizem que nunca receberam ajuda. Até quando as árvores foram podadas, há dois anos, foram eles próprios que recolheram os galhos que ficaram no chão.

Destruição
A empregada doméstica Maria Moreira Lopes mora na mesma casa há 20 anos. No fim de semana, ela descansa do lado de fora do portão, sentada em uma cadeira de frente para o antigo parquinho. Dentro do cercadinho, onde, segundo ela, havia brinquedos funcionando há cinco meses, hoje, só há destroços. “Eu estava aqui quando veio um trator da administração para derrubar tudo. Disseram que ali seriam colocados aparelhos de ginástica, mas ninguém nunca mais voltou.”
Moradores se queixam que o parquinho se tornou uma área de perigo

Maria conta que os moradores reergueram o que sobrou. “Nós demos um jeito de não ficar tão perigoso, porque as crianças continuavam lá, mexendo nos ferros”, lembra. A administradora Janine Rodrigues Barbosa conta que está a par da situação. “Nosso projeto para esta área é feito em parceria com o Jardim Botânico. Eles irão nos ajudar a implantar uma praça, um espaço de convivência onde está o entulho. As mangueiras que estão em volta são lindas e precisam ser mais bem aproveitadas, para criar um espaço para a comunidade.”

Ela assegurou que a roçagem seria feita esta semana. Os destroços que sobraram no parquinho também deveriam ser retirados com urgência, mas até hoje os moradores não viram nenhuma mudança. O projeto de melhorias inclui uma praça, a ser construída onde há a nascente. “A gente percebe que falta consciência dos moradores, da comunidade. Eles têm de entender que o espaço é público e precisa ser preservado”, completa.

Iniciativa
Há registros de diversas tentativas de preservar a nascente do Morro Azul. Em 2007, o servidor público José Carlos Maciel adotou a causa. Na época, ele plantou 50 mudas de vegetação nativa e fez um mutirão para limpar a área. Dois anos depois, voltou ao local e encontrou mato alto, sacolas plásticas e garrafas de vidro.

Via Correio Braziliense

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16 de abril de 2011

Morro Azul: sem lugar para o lazer


Moradores de bairro Morro Azul pedem melhores condições para se divertir. Áreas verdes acumulam mato alto e entulhos. Administração diz que projeto está encaminhado

“Trabalho dá. Os braços ficam doendo e a gente fica cansado. Mas depois vale a pena, porque dá para jogar bola por vários dias”. Entre uma capinada e outra, e com a respiração esbaforida, Douglas Martins Ferreira, de 13 anos, explicava o motivo de ele e amis quatro amigos estarem limpando uma área verde localizada no bairro Morro Azul, em São Sebastião, para desfrutarem de uma partida de futebol. E é no cenário, em meio a lixo, entulhos e moscas, que os meninos jogam a cada por do sol.


Os moradores do bairro, porém, apontam que a área deve ser revitalizada para que as crianças tenham momentos de lazer. Segundo a administração local, a área verde tem a extensão de mais de 1000 metros e já existe um projeto para revitalização. A promessa anima a população, que pretende ver o espaço localizado em frente ao Conjunto Q, limpo e atrativo.



Composto apenas pela Quadra 11 e com conjuntos que vão da letra A a Q, o Morro Azul habita em média 4 mil pessoas e possui cerca de 700 casas. Os moradores lamentam haver apenas um campo de futebol e um parque reservados para o lazer das crianças, que improvisam as brincadeiras ao longo das vielas e disputando e espaço com os carros. A reportagem recorreu o local e avistou os espaços. Em ambos, o mato alto e o abandono imperam. A administração garantiu que o mato será cortado na próxima semana.



Para as famílias, a única alternativa que pode mudar a rotina das crianças é transforma parte da área verde em uma praça para lazer. “Nossos filhos estão abandonados. É preciso fazer um espaço para eles brincarem, pois aqui não tem locais de lazer. Um parque e um campinho de futebol decentes já ajudariam muito”, apontou Valdivino Alves de Sousa, 57. Morador do bairro há 15 anos, o pedreiro mora na casa em frente ao espaço verde, e espera por momentos de diversão para os “incontáveis” filhos e netos. “Os filhos são tantos que só consigo contar à noite. Só de nto são 10, que moram comigo.” 



Na tarde da última quarta-feira, a administradora de São Sebastião, Janine Rodrigues Barbosa, foi até  o Morro Azul para escutar as reclamações dos moradores. A reportagem não conseguiu entrar em contato com a gestora, na tarde de ontem. Mas funcionário da administração informaram que o projeto de revitalização da área verde já está em andademnto e conta com parques e algumas churrasqueiras. As mudanças, porém, deevem ser cautelosas, segundo a funcionária, já que no local existem cerca de 20 árvores frutíferas. 



A promessa anima o jovem Neylson José Santos, 14, que já se machucou brincando no campo de futebol improvisad. “Tinha uma pia de banheiro jogada no chão. Eu tropecei nela, que quebrou e me cortou. Por isso que a gente lima aqui e dá para jogar alguns dias. Já limpamos umas quatro vezes, contou.


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